de um lado, o peso do mundo e das hipocrisias
de outro, seus beijos mel e abraços que protegem de uma matilha diária.
e eu,
fico bem ali.
(As faces de um relacionamento abusivo talvez…)
(Concepções de amor)
Eu te encanto
Com notas irregulares de uma sinfonia funesta
Sua alma de forasteiro,
Que pela ansia de sensações fortes não se presa
em prostar-se a própria insanidade.
Seu senso de liberdade não te confronta
Minhas exigências tirânicas não te oprimem
Tu não tem medo se bate ou apanha
Contempla a jaula ao lado de um faminto tigre
Me deleito em teu masoquismo
Tento lhe recompor as vulnerabilidades humana
Me devasto investigando teus limites longínquos
Tu não agride, nem grita se apanha
Meu amor é demoníaco e indubitável
Mas aglutinado por respostas as minhas provocações perversas
Demonstre-me sequer algum tormento, meu querido
Que te devoro ou te desgasto, com questões indigestas
…
Eu te encontro
Mediante uma melodia sutil e tentadora,
Tua alma de poeta,
Deslumbra-se em gracejos físicos, me excita, então entoa
Uma oração à desbravar a possíveis formas e um novo amor
Tuas expectativas nenhum pouco ponderadas
Me conforta as imposições a “mim”, fiel credor
Se me consome de forma tão drástica e voraz
é um sinal que faz parte desse novo amor
Vou fazendo o possível para extinguir minha insolência
Pois tu visualiza permenores ofensivos em minha conduta
Fazendo-me reconhecer minha própria ignorância
Eu faço o possível para moldar-me ao teu coração cheio de ternura
Me sinto honrado mas indigno desse amor obstinado
Que tanto tem se dedicado em corrigir minhas falhas
Eu me entristeço por não me sentir suficiente
Ela diz que faz do amor a desintegração.
-Rhadassa Maria